terça-feira, 22 de novembro de 2016

Cura: o fim da doença ou o início de uma viagem de autodescoberta?



“A auto-cura é o processo contínuo de nos tornarmos responsáveis pela nossa saúde, 
bem-estar e potencial como pessoa.
Provém de procurarmos activamente soluções para os vários desafios que surgem nas nossas vidas, 
ao invés de nos considerarmos vítimas do destino. 
Em vez de fazermos o melhor para sobreviver aos altos e baixos da nossa existência, 
tomamos a decisão de criar a vida que desejamos e de a viver de acordo com as nossas capacidades.” 
David Lawson, Principles of self-healing, 1996.

É frequente vermos a cura como o fim de uma determinada doença ou sintomatologia. O resultado da cura é o restabelecimento da saúde, que normalmente se centra mais no seu aspecto físico. Neste processo consideramo-nos normalmente passivos, ou seja delegamos a responsabilidade da cura ao médico e ao tratamento prescrito, cujo objectivo é devolver-nos ao estado em que estávamos antes do surgimento dos sintomas. A nossa responsabilidade na cura não vai para além de seguir o tratamento e não damos muita importância aos factores pessoais que possam ter levado ao surgimento dos sintomas e da doença. 
Na perspectiva holística curar tem um sentido mais amplo, significando “tornar-se inteiro” ou “funcionar como um todo”, ou seja um estado em que todos os aspectos do nosso ser funcionam em harmonia e como um todo coerente. Reconhece-se que o nosso corpo, os nossos pensamentos, emoções, e o nosso espirito ou essência funcionam de modo interdependente e estão em constante mudança para encontrar a harmonia, a saúde e o bem-estar. 

Quando surgem desequilíbrios, estes manifestam-se em forma de sintomas que são os “sinais de alerta”. A origem destes desequilíbrios pode ser tão variada como o tipo de pensamentos que temos, as emoções que dominam o nosso dia-a-dia, o que fazemos, o que comemos, com quem passamos o nosso tempo, etc. Por exemplo sentimentos de frustração a longo prazo, podem manifestar-se como depressão, cansaço crónico, ou problemas articulares, entre outros. Quando curamos o padrão mental e emocional que reconhecemos estar relacionado com os sintomas, experimentamos uma melhoria na nossa saúde e bem-estar, mas nem sempre a dor e o desconforto físico desaparecem totalmente.

A cura pressupõe a escuta das nossas necessidades, a nível do corpo, da mente e do espirito, e a introdução mudanças na nossa vida, de modo que corpo, mente e espirito possam funcionar harmoniosamente e como um todo coerente. O desequilíbrio e a doença surgem quando ignoramos e assim nos privamos de ser e viver como queremos verdadeiramente.


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Artigo publicado na Revista on-line Zen Famíly de Novembro 2016 ( versão PDF no site da Zen Family)