Oficina de Esperança Activa

 



 Se queres sentir esperança, faz o que te dá esperança

Vivemos numa realidade global que nos inquieta e angustia, particularmente no que respeita a perspectivas futuras. São muitas as áreas de preocupação, desde as alterações climáticas, crises económicas, guerras, declínio de biodiversidade, aumento do isolamento social e dos problemas de saúde mental, entre outros. A falta de confiança no futuro e a incerteza são realidades psicológicas correntes(*). No entanto, estas são realidades geralmente não faladas por serem “deprimentes”, “negativas”, por nos fazer sentir impotentes. Permanecem ignoradas, negadas. Como podemos mudar algo acerca do qual não pensamos ou falamos?

A Esperança Activa é uma prática, um processo que podemos aplicar mesmo quando não temos esperança! O que nos guia é a nossa visão do mundo, para a qual queremos contribuir. Quando descobrimos a nossa interconectividade e ativamos o nosso sentido de propósito, descobrimos também um novo entusiasmo e vitalidade.

O percurso desenrola-se em espiral (“A Espiral que Reconecta”), com 4 etapas que se interconectam e alimentam mutuamente. Esta jornada tem como propósito fortalecer a nossa capacidade de lidar com informação e eventos perturbadores, empoderando-nos a responder com resiliência e criatividade, dentro do que nos é possível.

Esta prática está baseada na Ciência dos Sistemas, Teoria de Gaia, Ecologia Profunda, e sabedoria das tradições nativas, entre outros. Tendo sido desenvolvida por Joanna Macy e colaboradores, desde os anos 70, como “The Work that Reconnects”.

Programa

  • Introdução: pressupostos, propósito & etapas desta jornada
  • As três narrativas do nosso tempo
  • Abertura à Gratidão
  • Crise global, impotência e apatia: Reconhecer a dor e o desespero pelo mundo & reinterpretar a nossa resposta
  • Ver com um Novo Olhar: (1) sentido de identidade & interesse próprio (2) o paradigma de poder (3) o tempo profundo
  • Seguir em frente: construir uma visão inspiradora & ousar acreditar
  • Reflexões, avaliação e feedback final & seguimento

Metodologia 

O modelo de facilitação baseia-se na educação não formal, onde a aprendizagem é prática, activa, participativa e inclusiva. Promove-se a reflexão pessoal, análise, exercícios colaborativos e partilha em pequenos grupos.


(*) Estudos sobre a percepção dos problemas globais que afectam a nossa sociedade: